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INSS para planejadores financeiros

O INSS faz parte da vida financeira de praticamente todo cliente brasileiro. Mesmo quando o cliente não enxerga o INSS como patrimônio, ele pode representar renda futura, proteção, custo mensal obrigatório, risco de contribuição errada e, em alguns casos, oportunidade de melhorar a aposentadoria ou identificar pagamentos acima do necessário.

O conteúdo combina a leitura financeira do INSS com o uso da área Previdência Social na rica:

  • como transformar CNIS, contribuições, aposentadoria e proteção em decisões de planejamento;
  • como configurar premissas, comparar cenários, recalcular resultados e conferir a memória de cada análise.
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Além do vídeo, o conteúdo também está disponível em áudio no Apple Podcasts: ouvir INSS para planejadores financeiros.

CNIS

Leitura do extrato previdenciário do cliente.

Matriz

Comparação dos caminhos possíveis de aposentadoria.

Retorno

Análise do custo e do retorno da contribuição.

Atualização

Recomposição dos cálculos quando os dados mudam.

Memória

Conferência dos salários, requisitos e resultados.

Atenção

Sinais de inconsistência, excesso ou ponto de revisão.

INSS no planejamento financeiro

Por que o INSS entra no planejamento financeiro

A ideia central é simples: o sistema público de previdência é subestimado. Por ser complexo, ele costuma ficar fora da conversa de planejamento. Por ser obrigatório para muitos clientes, ele também costuma ser tratado como um custo inevitável, sem a pergunta mais importante: o que o cliente recebe em troca da contribuição que já paga ou que pode passar a pagar?

Para o planejador financeiro, essa pergunta muda a conversa. O INSS deixa de ser apenas um desconto, uma guia ou uma obrigação do contador. Ele passa a ser uma informação de planejamento: renda futura provável, data de aposentadoria, custo mensal de contribuição, retorno esperado, proteção de renda e possível distorção entre o que o cliente paga e o que isso muda no benefício.

O professor Ivan Kertzman, referência citada no vídeo, propõe uma pergunta útil: é possível olhar o INSS como investimento? A resposta prática não é tratar o INSS como se fosse um produto financeiro tradicional, mas sim comparar custo, benefício e alternativa. Se o cliente já é obrigado a contribuir, ou se pode escolher entre contribuir pelo mínimo, pelo teto ou por um valor intermediário, a decisão precisa aparecer no planejamento.

Essa leitura é especialmente relevante para clientes que trabalham por conta própria ou que se confundem, na prática financeira, com a própria pessoa jurídica: médicos, dentistas, professores, consultores, donos de pequenos negócios, sócios de empresas de serviços, profissionais do Simples Nacional, MEIs e autônomos. Em muitos desses casos, o caminho de contribuição passa pelo pró-labore.

O ponto de partida é o CNIS

O ponto de partida é o documento do cliente. O CNIS, ou extrato previdenciário, reúne os vínculos, as remunerações e as contribuições localizadas no Cadastro Nacional de Informações Sociais. O serviço oficial está em Emitir Extrato de Contribuição (CNIS).

Para orientar o cliente desde o acesso ao Meu INSS até a escolha do PDF completo, consulte CNIS: como baixar o extrato do Meu INSS.

Na prática do atendimento, o CNIS responde às primeiras perguntas:

  • onde o cliente trabalhou;
  • em quais períodos houve vínculo ou contribuição;
  • quais salários de contribuição aparecem no histórico;
  • se há competências sem remuneração;
  • se há indicadores que pedem atenção;
  • se há vínculos de regime geral e possíveis vínculos de regime próprio;
  • se o cliente já tem tempo, carência e salários suficientes para alguma regra;
  • se ainda faltam contribuições para a aposentadoria.

Por isso, a análise previdenciária na rica começa em Extrato. A importação do PDF permite que o planejador leia o histórico do cliente como uma linha do tempo, com relações previdenciárias, competências e valores.

O cuidado aqui é importante: o CNIS é uma base de leitura. Ele não substitui a conferência documental completa quando houver dúvida jurídica, período especial, regime próprio, vínculo rural, professor, incapacidade, ação judicial ou inconsistência relevante. Mas ele é o melhor ponto de partida para o planejador entender o tamanho do tema dentro do plano financeiro.

Da leitura do CNIS para a matriz previdenciária

Depois de importar e revisar o extrato, a rica permite avançar para a Matriz Previdenciária. A matriz transforma o histórico do cliente em cenários calculados. A pergunta deixa de ser apenas “quanto o cliente já contribuiu?” e passa a ser “quais caminhos de aposentadoria aparecem a partir desse histórico?”.

Considere o exemplo de uma cliente fictícia chamada Marília. A partir do CNIS dela, a plataforma mostra vínculos, salários, empresas e sequências de contribuição. Essa leitura alimenta os caminhos possíveis de aposentadoria.

Cada caminho combina três grandes grupos de informação:

  • histórico: tempo, carência, salários e vínculos já registrados;
  • regra de aposentadoria: idade, pontos, pedágio, tempo e requisitos aplicáveis;
  • plano de contribuição: quantidade de contribuições futuras, salário de contribuição e alíquota.

O planejador não precisa transformar a reunião em uma aula jurídica sobre cada regra. A utilidade da matriz está em apresentar os planos de forma comparável, como alternativas de decisão. A matriz mostra benefício estimado, data de aposentadoria, investimento necessário, ganho, taxa de retorno, payback e meses complementares.

Essa leitura ajuda o cliente a enxergar o INSS dentro de uma pergunta financeira comum: “se eu pagar mais, o que muda?”.

Exemplo de leitura: contribuição, ganho e payback

No exemplo de Marília, a matriz ajuda a transformar o cálculo em conversa. Em um dos cenários, a cliente precisa fazer um número específico de contribuições adicionais, pagando um valor mensal maior do que pagaria pelo salário mínimo. A matriz mostra o investimento total estimado, o aumento no benefício mensal, a taxa de retorno e o payback.

O raciocínio para explicar ao cliente é:

  • se ela não muda nada, mantém o benefício estimado do cenário básico;
  • se ela aumenta a contribuição pelo caminho indicado, paga um valor mensal maior por determinado número de meses;
  • esse esforço total gera um acréscimo no benefício mensal;
  • depois de certo número de meses recebendo o benefício, o acréscimo já devolveu o valor investido;
  • a partir daí, o benefício adicional continua sendo recebido enquanto o benefício existir.

Esse exemplo não deve virar promessa. Ele é uma forma de leitura. Cada cliente terá histórico, idade, regra, expectativa de vida, tributação, custo e retorno diferentes.

Outro ponto importante é o platô. Nem sempre pagar mais gera benefício proporcionalmente maior. Em muitos casos, a curva de renda cresce até certo ponto e depois deixa de justificar novas contribuições no mesmo nível. A otimização procura esse ponto de melhor relação entre esforço e resultado. Por isso, a pergunta não é apenas “mínimo ou teto?”, mas “quantas contribuições em qual valor fazem sentido para este cliente?”.

Regras de aposentadoria e a Reforma de 2019

A Emenda Constitucional nº 103, de 2019, alterou a lógica de aposentadoria e criou regras de transição. Por isso, a matriz pode apresentar caminhos como aposentadoria por idade, regra de pontos, idade mínima progressiva e pedágio. O INSS mantém uma página de referência sobre regras de aposentadorias, e as regras de transição têm mudanças anuais que devem ser observadas quando a análise for feita.

Na leitura da rica, essas regras aparecem como cenários. O planejador deve se concentrar em:

  • data provável de aposentadoria;
  • idade do cliente nessa data;
  • tempo e carência já cumpridos;
  • tempo, carência ou pontos que ainda faltam;
  • valor mensal estimado do benefício;
  • efeito do 13º no retorno anual;
  • custo para atingir cada cenário.

A memória de cálculo existe para conferência. Ela permite abrir o cenário e ver salários utilizados, salários descartados, coeficientes, média, requisitos e observações. Para um advogado, isso pode ser ponto de contestação ou revisão. Para o planejador, é principalmente base de entendimento e documentação da recomendação financeira.

Ao apresentar valores de aposentadoria em datas futuras, evite tratar o valor nominal como se tivesse o mesmo poder de compra de hoje. Mínimo, teto e benefícios são atualizados ao longo do tempo. Por isso, além do valor em reais, faz sentido observar a posição relativa do benefício: se ele está próximo do mínimo, do teto ou de uma faixa intermediária. Quando houver mudança legal ou alteração relevante de premissas, atualize a matriz antes de usar a conclusão em reunião.

O INSS como parte da meta de renda futura

Imagine um cliente que quer renda passiva de R$ 20.000 por mês aos 65 anos. Se a leitura do INSS mostra que ele pode ter R$ 2.500, R$ 4.900 ou R$ 6.000 de benefício estimado, essa informação reduz a parte da renda que precisa vir de investimentos, previdência privada, imóveis ou venda de negócio.

O INSS não precisa resolver a meta inteira. Ele precisa ser colocado no mapa. Sem essa conta, o planejador pode superestimar o esforço necessário em outros ativos ou ignorar uma alternativa que o cliente já financia por obrigação.

A pergunta correta não é “INSS é bom ou ruim?”. A pergunta é:

  • qual benefício estimado o cliente já teria mantendo a contribuição atual?
  • qual benefício poderia ter se contribuísse por outro valor?
  • quanto custaria essa mudança?
  • por quanto tempo o cliente teria que pagar?
  • qual é o retorno mensal e anual implícito?
  • em quanto tempo o benefício adicional devolve o investimento?
  • qual seria o resultado se o mesmo dinheiro fosse aplicado no mercado?

Essa é a lógica da comparação entre Matriz, Investimento e Otimização Pró-Labore.

Pró-labore, empresário e contribuinte individual

Para muitos clientes empreendedores, a contribuição previdenciária passa pelo pró-labore. A Solução de Consulta Cosit nº 120, de 17 de agosto de 2016 trata da incidência de contribuição sobre pró-labore de sócio que presta serviço à sociedade.

Para o planejador, a leitura prática é esta: quando o cliente é sócio e trabalha na própria empresa, a conversa sobre retirada não pode ficar apenas em distribuição de lucros. É preciso entender se existe pró-labore, qual valor está sendo declarado, como isso chega ao CNIS e que efeito isso tem no benefício futuro.

Essa é uma área em que o planejador deve trabalhar com clareza de escopo. A rica ajuda a simular e comparar. A definição formal de pró-labore, folha, guia, enquadramento tributário e obrigação da empresa deve ser alinhada com o contador e, quando necessário, com advogado ou especialista previdenciário.

Quanto contribuir: mínimo, teto, 11%, 20% e limites do caso

Alguns clientes não escolhem livremente qualquer valor; outros têm mais flexibilidade. Um contribuinte individual pode ter uma discussão diferente de um empregado, um MEI, um segurado facultativo, um doméstico ou uma pessoa vinculada a regime próprio.

O INSS publica a tabela de contribuição mensal, que deve ser usada como referência atualizada para piso, teto e alíquotas. Na rica, a aba Investimento permite montar opções de salário de contribuição para a matriz, como 11% do salário mínimo, 20% do salário mínimo, 11% do teto, 20% do teto e opções baseadas na última contribuição, quando essa informação existe.

A contribuição pelo teto pode gerar o mesmo benefício final com custos diferentes, dependendo da situação do cliente. Por isso, a comparação entre 11% e 20%, quando aplicável ao caso, não deve ser feita por intuição. Ela deve ser lida na matriz: quanto o cliente paga, por quantos meses, quanto ganha de benefício e qual retorno isso representa.

Restituição: quando o cliente pode ter contribuído demais

Outra pergunta relevante é: existe alguém contribuindo demais? Essa situação pode aparecer quando há competências com valores acima do limite considerado, vínculos concomitantes, remunerações somadas, descontos em mais de uma fonte pagadora ou composição excedente.

Na rica, a aba Restituição organiza essas competências. Ela mostra crédito original, crédito atualizado, empresas, remuneração, alíquota, contribuição descontada, Selic acumulada e valor de referência por competência.

O ponto de escopo é essencial: a rica apoia a leitura, a conferência e a preparação da conversa. O pedido oficial de restituição, ressarcimento ou reembolso de tributos federais segue os canais da Receita Federal. A referência institucional é o serviço Obter restituição, ressarcimento ou reembolso de tributos federais e o ambiente PER/DCOMP Web, quando aplicável.

Comparar com o mercado

Quando o cliente tem a opção de aumentar contribuição, a decisão precisa ser comparada com o uso alternativo do dinheiro. A rica faz isso em Otimização Pró-Labore > Mercado. A comparação não quer dizer que o INSS substitui uma carteira de investimentos. Ela mostra se, dentro do caso calculado, a contribuição adicional para o INSS tem retorno financeiro competitivo em relação a uma rentabilidade real anual informada.

Essa comparação ajuda a conversa com o cliente:

  • se o retorno previdenciário é alto, o INSS pode ser um componente eficiente do plano;
  • se o retorno é baixo, talvez o cliente deva manter apenas a contribuição necessária e direcionar o restante para outros ativos;
  • se a diferença é pequena, outros critérios entram: proteção, previsibilidade, liquidez, risco regulatório, saúde, expectativa de vida, imposto e preferências do cliente.

Há um cuidado importante: o INSS não é apenas uma aplicação financeira. Ele também tem características de proteção. O cliente pode receber benefício por mais tempo do que a expectativa usada no cálculo, e o sistema previdenciário também envolve proteções relacionadas a incapacidade e pensão, conforme o caso. Por isso, a comparação com mercado ajuda a decidir, mas não esgota a análise.

Também existe uma diferença de liquidez. No produto financeiro, o cliente pode ter um saldo acumulado, sujeito às regras do produto. No INSS, o retorno vem como benefício mensal, sem uma conta individual disponível para saque. Essa diferença deve ser explicada antes de comparar apenas valores mensais.

Também não vale aplicar a mesma lógica a todos. O empregado não escolhe livremente a contribuição como um sócio ou contribuinte individual pode escolher. O MEI, o contribuinte facultativo, o doméstico, a pessoa com baixa renda e o cliente em regime próprio têm limites e regras próprias. A tela ajuda a calcular, mas a escolha do que é permitido no caso concreto precisa respeitar a situação previdenciária e tributária do cliente.

Imposto de renda na decisão

A contribuição adicional pode mudar o custo real do plano quando há efeito no imposto de renda. Por isso, a rica permite considerar contribuições isoladamente ou contribuições somadas ao imposto de renda. Na aba Investimento, o planejador informa despesas e deduções. Na aba Otimização Pró-Labore > Imposto de Renda, a rica mostra renda salarial bruta, despesas dedutíveis e custo estimado do imposto de renda no plano otimizado.

O objetivo é não comparar apenas valor bruto. Para o cliente, o que importa é o esforço financeiro real para sustentar a estratégia.

Aplicar a análise no atendimento

Um roteiro prático de atendimento pode seguir esta ordem:

  1. Pedir ao cliente o CNIS atualizado pelo Meu INSS.
  2. Importar o PDF na rica.
  3. Revisar vínculos, salários, lacunas e indicadores.
  4. Ajustar relações e contribuições quando a leitura pedir correção.
  5. Configurar as opções de investimento previdenciário.
  6. Atualizar a matriz.
  7. Abrir os principais cenários e explicar data, benefício, custo e retorno.
  8. Verificar se há restituição potencial.
  9. Usar a otimização do pró-labore para comparar contribuição adicional, retorno, mercado e imposto.
  10. Registrar a recomendação em linguagem simples: o que manter, o que revisar com contador, o que estudar com especialista e o que entra no plano financeiro.

Dúvidas frequentes

E quando aparece RPPS?

RPPS é regime próprio de previdência. Quando o CNIS traz vínculo de servidor público ou sinal de regime próprio, o planejador precisa decidir se aquele período deve entrar na leitura do regime geral ou se deve ser retirado da contagem usada na matriz. Na rica, essa revisão começa no Extrato, abrindo as relações e removendo ou deixando fora da contagem o que não deve compor aquela simulação.

Se o cliente pagar o mínimo, ele se aposenta pelo mínimo?

Depende do histórico e da regra. No exemplo de Marília, pagar o mínimo resolveria o caminho mais barato de cumprimento de contribuições, mas levaria a um benefício menor do que o cenário otimizado. A pergunta correta é: quantas contribuições ainda faltam e qual benefício cada valor de contribuição entrega?

Depois do ponto otimizado, pagar mais muda o benefício?

Nem sempre. Depois de certo ponto, a curva pode chegar a um platô. A partir dali, novas contribuições podem aumentar pouco ou nada o benefício, e o dinheiro pode ser analisado em outra estratégia. Essa é uma das principais razões para usar a aba Otimização Pró-Labore.

E se a regra mudar no futuro?

O cálculo deve ser entendido como leitura com as regras e premissas disponíveis no momento. Quando houver mudança legal, alteração de histórico, novo CNIS, mudança de pró-labore ou mudança de premissa, atualize a matriz antes de usar a conclusão.

Por que olhar mínimo e teto com cuidado?

Porque o cliente pode se aposentar muitos anos no futuro. O valor nominal em reais ajuda a comparar cenários, mas o planejador também precisa observar a relação com mínimo e teto, além da regra usada para atualizar os valores ao longo do tempo.

Usar a Previdência Social na rica

Caminho até Previdência Social

  1. Acesse Consultoria > Estúdio.
  2. Abra Análises.
  3. Entre em Previdência.
  4. Selecione Previdência Social.

Dentro de Previdência Social, a rica apresenta as abas Extrato, Investimento, Restituição, Matriz, Otimização Pró-Labore, Aposentadoria Especial e Proteção de Renda. As orientações a seguir percorrem todas elas.

Antes de começar, confirme se a pessoa do cliente está cadastrada na estrutura. A seleção de pessoa aparece no topo das principais telas e define qual CNIS, matriz e cálculo serão lidos.

Extrato

A aba Extrato é o ponto de entrada. Ela serve para importar e ler o extrato previdenciário do cliente.

Importar o CNIS

  1. Entre em Previdência Social > Extrato.
  2. Clique em Importar extrato previdência social.
  3. Na janela Importar Documento do Extrato Previdência Social, selecione a pessoa da estrutura.
  4. Clique em Escolher arquivo PDF.
  5. Escolha o PDF do CNIS.
  6. Confirme em Confirmar importação.

A rica aceita PDF e limita o tamanho do arquivo para evitar importações indevidas. Se a pessoa não for selecionada ou o arquivo não for válido, a importação não é concluída.

Ler o cabeçalho do extrato

Depois da importação, o topo da tela mostra dados de identificação localizados no documento:

  • Nome;
  • NIT;
  • Data de nascimento;
  • Idade;
  • Sexo.

Use esses dados como conferência inicial. Se o documento não parece pertencer à pessoa selecionada, interrompa a leitura antes de avançar.

Ler o gráfico de salários por competência

O gráfico Salário por competência a partir de 07/1994 mostra:

  • barras de Salário por competência;
  • linha de Teto da competência;
  • linha de Salário mínimo da competência.

Essa visualização ajuda a enxergar períodos com salários altos, salários baixos, competências ausentes e meses em que a remuneração se aproxima do teto ou do mínimo. Ao clicar em uma competência do gráfico, a rica filtra as relações do painel lateral relacionadas àquele mês. Use Limpar filtro de relações para voltar à visão completa.

Usar o painel de relações previdenciárias

O painel Relações Previdenciárias aparece ao lado do gráfico. Use ou para expandir ou retrair o painel.

Cada relação apresenta informações como sequência, período, origem, vínculo, atividade, NIT, quantidade de contribuições e tempo. A relação pode trazer avisos com , como:

  • contribuições inferiores ao salário mínimo;
  • tempo transferido para sequência concomitante;
  • sequência concomitante.

Esses avisos não devem ser ignorados. Eles indicam pontos que podem alterar tempo, carência, média ou necessidade de revisão.

Criar, editar e excluir relações

Use Criar sequência para cadastrar uma relação previdenciária manualmente.

Ao abrir uma relação, a janela mostra:

  • Vínculo CNIS: origem do vínculo, sequência, código da empresa ou benefício, NIT, tipo de filiado e tipo de atividade.
  • Período: data de início, data de fim e última remuneração.
  • Contagem: tempo calculado e chave para considerar ou deixar fora da contagem.
  • Indicadores: sinais trazidos do extrato ou associados à relação.
  • Contribuições: lista de competências e valores ligados à relação.

Use Confirmar para salvar, Cancelar para sair sem aplicar a edição e Remover vínculo previdenciário quando for necessário excluir uma relação cadastrada.

Recortar uma relação

Quando uma relação precisa ser dividida em dois períodos, use Recortar relação previdenciária.

Na janela Recortar Relação Previdenciária, informe a Data do recorte. A rica separa a relação em duas partes: a primeira termina na data escolhida e a segunda começa no dia seguinte. As contribuições são redistribuídas conforme a competência.

Esse recurso é útil quando um vínculo longo precisa ser tratado de maneira diferente em parte do período.

Criar e editar contribuições

Dentro da relação, use Criar contribuição.

Na janela Nova Contribuição ou Editar Contribuição, informe:

  • Competência;
  • Valor.

Os controles de valor têm ações para diminuir ou aumentar. Use Confirmar para salvar, Cancelar para sair e Remover contribuição quando a competência não deve permanecer na relação.

Remover vínculos RPPS

Quando o extrato traz vínculos com indicação de regime próprio, a tela pode habilitar Remover vínculos RPPS. A ação abre uma confirmação antes de remover os vínculos identificados.

Use esse recurso com cuidado. Regime próprio pode exigir leitura específica e pode ser relevante para averbação, contagem recíproca ou estratégia previdenciária.

Exportar o extrato

Use Exportar para Excel ou Exportar para PDF para levar a leitura do extrato para fora da tela.

A exportação ajuda a revisar sequência, período, origem, vínculo, atividade, NIT, competência, valor, salário mínimo, teto, carência e indicadores.

Investimento

A aba Investimento define as opções que a matriz e a otimização usam para comparar contribuições futuras.

Se a matriz da pessoa ainda não estiver disponível, a rica informa que não há base para configurar investimento previdenciário. Nesse caso, revise primeiro o CNIS e atualize a matriz.

Salvar alterações

Use Salvar opções de investimento previdenciário. A ação fica disponível quando há matriz e alterações pendentes. A tela também mostra o aviso Alterações pendentes quando algo foi editado e ainda não foi salvo.

Valores de contribuição

A seção Valores de contribuição mostra as opções de salário e alíquota que serão usadas nos cenários. Use Criar opção de salário de contribuição para adicionar uma opção.

Na janela Criar salário de contribuição, a rica oferece atalhos:

  • 11% do salário mínimo;
  • 20% do salário mínimo;
  • 11% do teto;
  • 20% do teto;
  • 11% da última contribuição, quando existe última contribuição identificada;
  • 20% da última contribuição, quando existe última contribuição identificada.

Também é possível informar manualmente Salário e Alíquota. Use essa opção quando o caso exige um valor intermediário ou quando o planejamento quer testar uma hipótese específica.

Para remover uma opção já criada, use Remover opção de contribuição.

Expectativa de vida

A seção Expectativa de vida permite usar referência do IBGE ou uma idade manual. A referência de expectativa de vida influencia a leitura de retorno, porque altera o período estimado de recebimento do benefício.

Use a opção manual quando o atendimento justificar uma hipótese própria, por exemplo em uma simulação conservadora ou em uma conversa com contexto de saúde e longevidade. Documente essa escolha para não confundir hipótese com dado oficial.

Imposto de renda

A seção Imposto de renda permite comparar somente Contribuições ou Contribuições + IR.

Quando o imposto de renda entra no cálculo, a rica permite informar:

  • Dependentes;
  • Despesas médicas por ano;
  • Educação por ano;
  • Previdência privada por ano;
  • Habitação por ano;
  • Doações incentivadas por ano;
  • Fundo de aposentadoria do servidor público por ano;
  • Pensão alimentícia por ano.

Esses valores ajudam a estimar o custo real da estratégia. Use-os quando a decisão de pró-labore e contribuição também altera renda tributável e deduções.

Rentabilidade comparativa

A seção Rentabilidade comparativa traz o campo Rentabilidade real anual. Esse percentual é usado para comparar a contribuição ao INSS com uma alternativa de mercado.

Exemplo: se você informa uma rentabilidade real anual de 4%, a rica usa essa premissa para comparar o resultado de aplicar o mesmo esforço financeiro em um produto financeiro. A escolha da taxa deve ser coerente com o perfil do cliente e com a premissa usada no plano.

PcD

A seção PcD permite indicar se a pessoa é Não PcD ou PcD. Quando PcD é selecionado, a tela permite escolher grau Leve, Moderada ou Grave.

Use esse campo apenas quando a situação estiver documentada e fizer parte da análise, porque a regra aplicável pode mudar substancialmente.

Pensão por morte

A seção Pensão por morte reúne as informações usadas na análise disponível em Proteção de Renda > Pensão por Morte. Abra a seção e informe:

  • Data do óbito; a análise atual considera as regras posteriores à Reforma da Previdência de 2019;
  • Natureza do óbito: Comum, Acidente ou Trabalho;
  • Situação do segurado: Não aposentado ou Aposentado;
  • Valor da aposentadoria, quando a pessoa já era aposentada na data informada.

Use Criar dependente da pensão por morte para abrir o cadastro. Informe Nome, Vínculo e Data de nascimento. Os vínculos disponíveis são:

  • Cônjuge ou companheiro;
  • Filho;
  • Enteado ou menor tutelado;
  • Pai ou mãe;
  • Irmão;
  • Ex-cônjuge com alimentos.

Para cônjuge ou companheiro, informe também o Início do casamento ou união. Marque Invalidez ou Deficiência intelectual, mental ou grave quando a condição fizer parte da hipótese analisada. Para os vínculos em que essa comprovação é exigida, a janela também apresenta Dependência econômica comprovada.

Confirme o cadastro com Confirmar. Na lista de dependentes, use Editar dependente ou Remover dependente.

Depois de revisar todas as informações, use Salvar opções de investimento previdenciário. Alterações na data, na situação do segurado ou nos dependentes mudam a hipótese da pensão e exigem um novo cálculo.

Premissas da pensão

O cadastro representa o cenário que será calculado. Ele não comprova união, dependência econômica, invalidez, deficiência, qualidade de segurado ou direito ao benefício. Confira os documentos e encaminhe a validação jurídica ou previdenciária quando o caso exigir.

Matriz

A aba Matriz mostra os casos calculados da matriz de planejamento previdenciário.

Atualizar a matriz

A rica carrega o resultado salvo ou faz o primeiro cálculo ao entrar na aba, desde que a pessoa tenha as informações necessárias. Use Atualizar matriz de planejamento da pessoa selecionada quando o CNIS, as relações, as contribuições ou as opções de investimento tiverem sido alteradas.

A matriz depende da pessoa selecionada e dos dados previdenciários disponíveis. Se algo essencial estiver faltando, volte para Extrato e Investimento antes de tentar interpretar os resultados.

Ler o quadro de casos

O quadro apresenta linhas e colunas de cenários. Em geral:

  • as linhas representam opções de alíquota e salário de contribuição;
  • as colunas representam regras ou combinações de regra e meses complementares;
  • cada célula representa um caso calculado.

Dentro da célula, observe:

  • valor do benefício;
  • investimento;
  • ganho;
  • taxa de retorno;
  • meses complementares.

O ícone indica o Caso escolhido. O ícone abre a memória de cálculo do caso.

Quando o caso projeta uma aposentadoria distante, leia o valor com contexto. O número em reais ajuda a comparar cenários dentro da matriz, mas a conversa com o cliente deve considerar que salário mínimo, teto previdenciário e regras podem mudar até a data projetada.

Abrir a memória do caso

Clique em uma célula da matriz para abrir Memória de cálculo. A janela detalha:

  • Benefício mensal;
  • Investimento total;
  • Ganho estimado;
  • Taxa de retorno;
  • Payback;
  • Meses complementares.

Depois, leia as seções:

  • Plano: regra, tipo de benefício, data da aposentadoria, idade, expectativa de vida, salário de contribuição, alíquota e contribuição mensal.
  • Renda mensal inicial: base de cálculo, soma e média dos salários atualizados, salário de benefício, coeficiente, renda mensal inicial, contribuições consideradas, descartes e divisor.
  • Retorno e comparação: retorno estimado, lucro do planejamento, benefício base com 13º, benefício planejado com 13º, rentabilidade comparativa, resultado financeiro comparativo e duração do saque comparativo.
  • Requisitos: tempo calculado, tempo de contribuição, carência cumprida, carência complementar, pontos e pontos complementares.

Use ou para expandir ou retrair Salários de contribuição. Essa tabela mostra competência, salário de contribuição, coeficiente de correção monetária, salário atualizado e observações.

Ler a tabela analítica

A Tabela analítica dos casos da matriz previdenciária apresenta a mesma comparação em formato de tabela. Ela é útil quando o cliente precisa ver os itens lado a lado:

  • alíquota e salário;
  • data e idade na aposentadoria;
  • regra;
  • valor do benefício;
  • meses complementares;
  • contribuição mensal;
  • investimento total;
  • retorno estimado;
  • taxa de retorno;
  • payback;
  • ganho;
  • resultado em produto financeiro;
  • benefício mensal comparativo no produto financeiro.

Use a tabela para explicar a recomendação de forma objetiva. A matriz ajuda a escolher o cenário; a tabela ajuda a defender a escolha.

Restituição

A aba Restituição ajuda a identificar competências em que a análise aponta composição excedente de contribuição.

Atualizar a restituição

Use Atualizar matriz da pessoa selecionada para recompor a restituição. A restituição depende da matriz e do extrato previdenciário. Se não houver matriz disponível, a tela informa que a base ainda não está pronta.

Ler as competências

A tela agrupa os resultados por competência. Cada grupo mostra:

  • Competência;
  • Crédito original;
  • Crédito atualizado.

Use e para expandir ou recolher a competência. Use Expandir competência anterior e Expandir próxima competência para navegar pela lista.

Dentro da competência, a tabela mostra:

  • Empresa;
  • CNPJ;
  • Remuneração;
  • Alíquota;
  • Contribuição descontada;
  • Crédito original;
  • Selic acumulada;
  • Crédito atualizado.

No rodapé da competência, observe Total da competência, Teto da competência e o valor de referência para lançamento do pedido.

Usar o painel Resumo

Use ou para abrir ou fechar o painel Resumo. Ele mostra:

  • nome;
  • CPF;
  • NIT;
  • crédito original;
  • crédito atualizado;
  • data de referência.

Use esse painel para conversar com o cliente sobre ordem de grandeza e próximos passos. A execução do pedido oficial deve seguir os canais próprios da Receita Federal.

Otimização Pró-Labore

A aba Otimização Pró-Labore é usada para estudar se vale a pena aumentar ou ajustar a contribuição vinculada ao pró-labore, considerando benefício, retorno, mercado e imposto.

Essa área depende da matriz previdenciária. Se a matriz ainda não está disponível, atualize Extrato, Investimento e Matriz antes.

A rica carrega o resultado salvo ou faz o primeiro cálculo quando a matriz está disponível. No topo das subabas, use Atualizar cálculo de otimização para recompor o cálculo da pessoa selecionada depois de alterar o extrato ou as premissas.

As subabas são Sumário, Retorno, Memória de Cálculo, Mercado e Imposto de Renda.

Sumário

A subaba Sumário responde à pergunta: qual é o plano indicado pela otimização?

O gráfico Renda simulada compara o valor do benefício conforme o total de contribuições de otimização. Use o seletor de visualização para alternar entre gráfico de linha e gráfico de barras.

Use ou para abrir o painel Sumário. Quando existe otimização indicada, o painel organiza:

  • Plano indicado: contribuições de otimização, data da aposentadoria, idade na aposentadoria, benefício otimizado, contribuições consideradas e redutor do divisor mínimo pré-Plano Real.
  • Otimização do pró-labore versus aplicação no mercado: comparação entre o plano previdenciário e a alternativa financeira.
  • Investimento: contribuição mensal de otimização, total em contribuições, imposto de renda e total do investimento.
  • Ganho do investimento: benefício base com 13º proporcional, benefício otimizado com 13º proporcional, ganho estimado, taxa de retorno mensal e payback.

Se a tela indicar Otimização não indicada, aumentar o pró-labore não apresentou vantagem dentro das premissas atuais. Avalie a manutenção da qualidade de segurado e os demais objetivos do cliente antes de concluir que nenhuma mudança é necessária.

Retorno

A subaba Retorno mostra duas leituras:

  • Payback: tempo estimado de retorno do investimento para cada faixa de contribuições de otimização.
  • Taxa de retorno: taxa de retorno mensal para cada volume de contribuições de otimização.

Use e para alternar a visualização dos gráficos.

Essa tela é útil para explicar ao cliente em quanto tempo a contribuição adicional volta na forma de benefício maior e qual taxa implícita a estratégia entrega.

Memória de Cálculo

A subaba Memória de Cálculo mostra de onde o cálculo saiu.

A tela principal traz:

  • Contribuições originais: histórico de salários de contribuição utilizados e descartados na leitura otimizada.
  • Contribuições de otimização: contribuições futuras separadas entre otimização e manutenção da qualidade de segurado.

Use ou para abrir o painel Contribuições. O painel mostra o Extrato de Contribuições, com competência, salário de contribuição, valor atualizado e coeficiente.

Use essa aba para responder perguntas do tipo:

  • quais salários entraram na conta?
  • quais salários foram descartados?
  • quais contribuições futuras sustentam o plano?
  • o valor otimizado depende de quanto tempo de contribuição adicional?

Mercado

A subaba Mercado compara a otimização do pró-labore com um produto financeiro usado como referência.

A tela principal mostra Acumulação e saque do produto financeiro. A leitura é dividida em:

  • Progressão da capitalização: evolução do investimento acumulado durante a fase de aportes.
  • Progressão dos saques mensais: evolução do saldo remanescente durante a fase de retirada.

Use e para alternar a visualização. Use para abrir a tabela.

Na tabela de capitalização, leia parcela, investimento acumulado, taxa real e rendimento no mês. Na tabela de saques, leia parcela, investimento acumulado, taxa real, rendimento e saque no mês.

O painel Mercado mostra:

  • Comparativo de rentabilidade: comparação entre Previdência e Mercado.
  • resumo do produto financeiro: benefício com abono anual, expectativa de vida, retorno a longo prazo, retorno líquido, investimento no benefício INSS e contribuição mensal.

Use essa aba para mostrar ao cliente o custo de oportunidade: o que aconteceria se o esforço financeiro fosse levado para uma alternativa de mercado em vez de ser usado na contribuição previdenciária.

Imposto de Renda

A subaba Imposto de Renda mostra o impacto anual estimado do plano otimizado.

O gráfico Imposto de renda compara:

  • Renda salarial bruta;
  • Despesas dedutíveis;
  • Custo imposto de renda.

A tela também mostra Custo total estimado. Use essa leitura quando o aumento de pró-labore melhora o benefício previdenciário, mas também altera a renda tributável e o esforço financeiro real.

Aposentadoria Especial

A aba Aposentadoria Especial calcula cenários a partir das relações do CNIS que foram classificadas como atividade especial.

Preparar as relações no Extrato

  1. Volte para Extrato.
  2. Abra a relação previdenciária que representa o período de atividade especial.
  3. No campo Tipo de atividade, escolha Especial 15, Especial 20 ou Especial 25, conforme a hipótese que será analisada.
  4. Confirme em Confirmar.
  5. Repita a revisão nas demais relações que tenham períodos especiais.

Essa classificação informa ao cálculo qual exigência de tempo deve ser usada. Ela não reconhece a atividade como especial perante o INSS. Faça a escolha com base nos documentos do cliente, especialmente quando houver PPP, laudo técnico, discussão de agente nocivo ou períodos com enquadramentos diferentes.

Calcular e ler os cenários

Ao entrar em Aposentadoria Especial, selecione a pessoa. A rica carrega o resultado salvo ou faz o primeiro cálculo quando encontra relações especiais. Use Atualizar cálculo de aposentadoria especial depois de alterar o extrato.

Conforme o histórico, podem aparecer os cenários Aposentadoria especial pré-reforma, Aposentadoria especial por pontos e Aposentadoria especial permanente. Cada cartão mostra:

  • benefício mensal estimado;
  • regra aplicada;
  • tempo especial considerado;
  • quantidade de competências usadas no cálculo.

Clique no cartão para abrir a Memória de cálculo. O resumo mostra Benefício mensal, Salário de benefício, Tempo especial, Pontos, Coeficiente e Contribuições consideradas.

Na sequência, confira:

  • Benefício: tipo, regra, atividade, situação do cenário, data do cálculo e qualificações apresentadas;
  • Renda mensal inicial: salários atualizados, média, salário de benefício, coeficiente, renda estimada, contribuições consideradas, descartes e divisor;
  • Requisitos: tempo especial de 15, 20 e 25 anos, tempo total, tempo complementar, pontos exigidos e competências consideradas;
  • Histórico de contribuições: use para abrir os salários que formaram a conta;
  • Observações do cálculo: leia as ressalvas antes de apresentar o resultado ao cliente.
Comprovação da atividade especial

O cálculo parte da classificação feita no extrato. PPP, LTCAT e outros documentos podem ser necessários para comprovar exposição, período e enquadramento. Trate o resultado como cenário financeiro até que a documentação previdenciária seja conferida.

Proteção de Renda

A aba Proteção de Renda reúne três leituras: Incapacidade Temporária / Acidente de Trabalho, Aposentadoria por Invalidez e Pensão por Morte. Todas usam a pessoa selecionada e as informações previdenciárias já disponíveis. Ao entrar em uma leitura, a rica carrega o resultado salvo ou faz o primeiro cálculo quando houver dados suficientes.

Esses valores ajudam a estimar o tamanho da proteção pública dentro do planejamento. Eles não confirmam incapacidade, nexo com o trabalho, qualidade de segurado, dependência ou concessão do benefício.

Incapacidade Temporária / Acidente de Trabalho

  1. Abra Proteção de Renda > Incapacidade Temporária / Acidente de Trabalho.
  2. Selecione a pessoa.
  3. Use Atualizar cálculo de incapacidade temporária quando o CNIS tiver sido alterado.
  4. Leia o cartão com o benefício mensal estimado, o resumo do caso, a quantidade de competências e a data do cálculo.
  5. Clique no cartão para abrir a Memória de cálculo.

Na memória, o resumo apresenta Benefício mensal, Salário de benefício, Coeficiente, Contribuições consideradas, Carência cumprida e Carência complementar. As seções detalham:

  • Benefício: tipo, regra, situação, data e qualificações do cálculo;
  • Renda mensal inicial: base usada na média, salários atualizados, coeficiente, renda estimada, descartes e divisor;
  • Requisitos: tempo calculado, tempo de contribuição, carência exigida, cumprida e complementar;
  • Salários de contribuição: use para conferir competência, salário, correção e observações;
  • Observações do cálculo: ressalvas produzidas para aquele histórico.

A tela estima o valor a partir do CNIS. Como não recebe atestado, laudo, data de afastamento ou avaliação pericial, ela não determina se existe incapacidade nem se o caso decorre de acidente de trabalho.

Aposentadoria por Invalidez

  1. Abra Proteção de Renda > Aposentadoria por Invalidez.
  2. Selecione a pessoa.
  3. Use Atualizar cálculo de aposentadoria por invalidez depois de alterar o histórico.
  4. Compare os cartões apresentados. Conforme o caso, a rica pode mostrar os cenários ordinário e acidentário.

Cada cartão apresenta benefício mensal estimado, descrição do cenário, coeficiente aplicado ao salário de benefício, carência e quantidade de competências. Clique no cartão para abrir a memória completa.

Na memória, confira Benefício mensal, Salário de benefício, Coeficiente, Contribuições consideradas, Carência exigida e Carência cumprida. As seções Benefício, Renda mensal inicial e Requisitos explicam a regra aplicada, a formação da renda e o cumprimento da carência. Abra Histórico de contribuições com e leia as Observações do cálculo.

A aplicação usa o nome Aposentadoria por Invalidez na navegação. Na comunicação oficial, o benefício também é tratado como aposentadoria por incapacidade permanente. A estimativa financeira não substitui perícia, comprovação do evento ou análise do direito.

Pensão por Morte

Antes de calcular, configure a data do óbito, a situação do segurado e ao menos um dependente em Investimento > Pensão por morte.

  1. Abra Proteção de Renda > Pensão por Morte.
  2. Selecione a pessoa.
  3. Se a configuração estiver completa, a rica carrega o resultado salvo ou faz o primeiro cálculo.
  4. Use Atualizar cálculo de pensão por morte depois de alterar as informações do segurado ou dos dependentes.

O cartão mostra:

  • benefício mensal estimado;
  • quantidade de dependentes habilitados e classe considerada;
  • base do benefício;
  • percentual da cota familiar;
  • quantidade de contribuições apuradas.

Use Entender as classes de dependentes para consultar a ordem aplicada na tela:

  • Classe 1: cônjuge ou companheiro, filhos, equiparados a filho e ex-cônjuge com alimentos;
  • Classe 2: pai ou mãe;
  • Classe 3: irmãos.

Quando existe dependente habilitado em uma classe, as classes seguintes não entram no cálculo. Vínculo, idade, invalidez, deficiência e dependência econômica influenciam a habilitação.

Clique no cartão para abrir Memória de cálculo e dependentes. A tela detalha:

  • Benefício mensal, Base do benefício, Cota familiar e Dependentes habilitados;
  • Cálculo do benefício: valor antes do piso, salário mínimo, teto do INSS e contribuições apuradas;
  • Aposentadoria por incapacidade permanente de referência, quando o segurado não era aposentado;
  • Dependentes: situação de cada pessoa, cota inicial e duração estimada;
  • Histórico de contribuições: competências usadas para formar a base;
  • Observações do cálculo.

Quando o segurado era aposentado, a base parte do valor informado em Investimento. Quando não era aposentado, a rica usa uma estimativa de aposentadoria por incapacidade permanente como referência.

Na situação ordinária, a cota familiar começa em 50% da base e acrescenta 10 pontos percentuais por dependente habilitado, até o limite de 100%. Com dois dependentes habilitados, por exemplo, a cota exibida é de 70%. Quando há dependente inválido ou com deficiência intelectual, mental ou grave informado no cadastro, a rica aplica o tratamento próprio desse cenário até o teto do INSS.

Limites da análise de proteção

Use os resultados para dimensionar renda provável, necessidade de reserva e contratação de proteção complementar. A concessão e a duração efetiva dependem do fato ocorrido, dos documentos, da qualidade de segurado, da condição dos dependentes e das regras vigentes na data analisada.

Roteiro de uso em uma reunião

Para transformar as telas em conversa com o cliente, siga uma sequência simples:

  1. Comece pelo Extrato e explique o histórico: vínculos, salários, lacunas e pontos de atenção.
  2. Vá para Investimento e alinhe as hipóteses: salário de contribuição, alíquota, expectativa de vida, imposto, rentabilidade, PcD e, quando necessário, pensão por morte.
  3. Atualize a Matriz e escolha de dois a quatro cenários para explicar.
  4. Abra a memória dos casos principais e mostre benefício, custo, retorno e requisitos.
  5. Confira Restituição se houver competências com possível excesso.
  6. Use Otimização Pró-Labore para clientes que têm liberdade prática de ajustar contribuição via pró-labore.
  7. Revise Aposentadoria Especial quando houver períodos classificados como atividade especial.
  8. Use Proteção de Renda para dimensionar incapacidade temporária, incapacidade permanente e pensão por morte dentro do plano.
  9. Feche com uma recomendação documentada: manter, ajustar, revisar com contador, consultar especialista ou acompanhar sem mudança imediata.

Como falar com o cliente

Use linguagem de decisão, não linguagem de sistema. Em vez de dizer “a matriz escolheu um caso”, diga:

Com o histórico atual, a rica encontrou este caminho como o mais eficiente entre os cenários calculados. Ele exige este esforço mensal, por este período, e aumenta o benefício estimado em aproximadamente este valor.

Em vez de dizer “tem composição excedente”, diga:

Há meses em que as contribuições parecem ter passado do limite considerado. A rica organiza esses valores para conferência e para que você avalie o próximo passo com o canal oficial ou com o especialista adequado.

Em vez de dizer “a otimização do pró-labore é melhor”, diga:

Nesse cenário, aumentar a contribuição pelo pró-labore parece gerar um retorno previdenciário maior do que a alternativa de mercado usada na simulação. Antes de executar, precisamos alinhar a parte operacional com o contador.

Referências externas

Referências dentro da documentação da rica